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Minha experiência com o programa Whole30

Por Liss Bischoff
Meu Whole30 terminou… no dia nr. 26.
No dia 24 de janeiro eu fiz o convite no meu Instagram:
No dia 25 de janeiro eu comecei o programa Whole30 – com mais algumas pessoas que me acompanharam num grupo de whatsApp.
Por 26 dias eu segui direitinho, sem furos. Sem laticínios, sem açúcar ou adoçantes, sem amendoim. Mas hoje, dia nr. 27, eu decidi que era hora de parar e fazer alguns ajustes na minha alimentação. A razão eu explico a seguir.
Desde que comecei a low carb, há mais de 2 anos atrás, meu intestino sempre funcionou direitinho, como um reloginho… Eu costumava ir ao banheiro (para fazer o nr. 2, como dizem) todos os dias – e praticamente sempre no mesmo horário. Além disso, a cor e a consistência das fezes eram aquelas consideradas ideais.
Ao iniciar o programa Whole30 eu tive que excluir alguns alimentos que eu consumia diariamente. O que mais impactou foi a retirada dos laticínios.
Antes meu café da manhã era um copo de kefir com creme de leite. Depois, com a restrição dos laticínios, eu tive que colocar outros alimentos no lugar. Meu café da manhã começou a ter mais ovos, vegetais e frutas.
Com isso, a minha ingestão de fibras aumentou muito. Antes eu ficava na média de 10 a 18 gramas de fibras por dia. Com a mudança na alimentação, minha ingestão média de fibras passou para 25 a 28 gramas por dia (teve um dia que eu registrei o consumo de 40 gramas…)
Isso deveria ser algo bom, não? Afinal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o consumo de fibras deveria ser pelo menos 27 gramas por dia…
O que aconteceu foi que logo após começar o Whole30, com maior ingestão de fibras, eu já notei que a minha frequência de evacuação diminuiu. O aspecto das fezes também mudou. Elas passaram de fezes normais para fezes ressecadas, endurecidas, em formato de bolinhas (eu brinco que ‘parece coco de cabrito’).
Os resultados gerais do programa foram muito bons, na minha avaliação (como eu vou mostrar abaixo). Mas esse aspecto dessa constipação inesperada começou a me incomodar. A frequência de evacuações foi ficando cada vez menor. Até que no último sábado, dia 17 de fevereiro, eu comecei a sentir desconforto e dores abdominais após comer. E aí decidi que precisava fazer algo a respeito. Resolvi tomar um comprimido de laxante na hora do almoço. Mas ele pareceu não surtir efeito nenhum. Então à noite eu tomei mais um.
Em função dos laxantes eu tomei, comecei a passar muito mal durante a madrugada. Eu sentia dores, mas ia ao banheiro e… nada! Somente no outro dia de manhã é que as fezes retidas começaram a ser eliminadas.
Foi um alívio pra mim. Mas durou pouco. Porque depois desse dia… nenhuma evacuação mais. Até esse exato momento, nada!
Ontem e hoje novamente eu tive dores abdominais após as refeições. E, considerando que o problema só se agrava mais a cada dia que passa, eu decidi que era hora de suspender o programa e fazer ajustes na minha alimentação.
Comecei a me questionar o que será que causou essa mudança tão grande – de um intestino que funcionava tão bem para um problema de constipação desse nível.
Por coincidência, na sexta-feira passada eu ouvi o podcast nr. 101, que falou exatamente sobre constipação. E fiquei impressionada como o meu caso era semelhante ao relatado num estudo discutido no podcast (transcrevo os principais trechos abaixo):
“Um estudo prospectivo interessante, que foi publicado em 2012 no Jornal Mundial de Gastroenterologia analisou 63 pacientes com constipação idiopática, ou seja, sem aparente motivo. Por 6 meses eles seguiram essas pessoas. (…) No início do estudo esses pacientes foram instruídos a fazer uma dieta sem fibras por 2 semanas. Daí, a partir dessas duas semanas, os instrutores disseram para eles assim… Vocês reduzam a fibra um pouco depois dessas duas semanas, comparado à dieta que vocês tinham antes… Reduzam a um patamar que vocês se sintam confortáveis. Maravilha. Os resultados são muito interessantes. 41 dos 63 pacientes… decidiram continuar com a dieta sem fibra por todos os 6 meses. Todos os 6 meses. Daí 16 deles continuaram com a dieta reduzida em fibras, comparada com a dieta original deles alta em fibra. E daí 6 somente resolveram voltar à dieta que estavam antes, que era alta em fibras.
A respeito da constipação… A frequência que o grupo que seguiu a dieta sem fibras passou a ir no banheiro fazer o número 2 passou de 1 vez a cada 4 dias para 1 vez por dia. (…) No grupo da redução da fibra a frequência aumentou de 1 vez a 4 dias para 1 vez a cada 2 dias. Finalmente, o grupo da dieta alta em fibras continuou com a frequência de 1 vez por semana. São pessoas com constipação crônica.
Ainda a respeito dos sintomas de inchaço… Eles estavam se sentido cheios, com água retida, com aquele estômago para fora… E gases também. (…) Esses sintomas continuaram a acontecer em 0% das pessoas que fizeram a dieta sem fibra. Zero por cento. Em 31% da dieta de redução de fibras e em 100% das pessoas que continuaram com a dieta alta em fibras.
Agora, por que isso é extremamente interessante na minha opinião? Simplesmente porque vai na direção oposta do que todo mundo acha que é… Que quanto mais fibra, melhor para o intestino e tudo mais.”
Impressionante! Não posso afirmar com certeza… mas pode ter sido isso que aconteceu no meu caso.
O meu consumo de fibras mais do que dobrou (chegando a níveis que nunca tive antes). E o resultado foi: constipação.
Em função disso que eu observei, eu decidi suspender o programa após 26 dias (estava quase no fim…) e fazer ajustes na minha alimentação para ver o que acontece. Então, hoje à noite eu volto a consumir meu kefir de leite. Também vou diminuir a quantidade de frutas e tubérculos que eu estava comendo e, com isso, vai haver uma redução natural da quantidade de fibras.
Resumindo: O que dizer da minha experiência com Whole30?
Vou dizer que valeu a pena!
Como vocês podem ver nas imagens abaixo, eu consegui finalmente destravar a balança! Xô platô!
Eu perdi 3,100 kg em 26 dias. E tudo isso sem precisar fazer restrição calórica nem manter os carboidratos muito baixos.
A minha média de consumo nesse período foi de 1.776 calorias por dia e 74 gramas de carboidratos líquidos por dia.
Eu fiz questão de registrar o nível de atividade física também – pra ver que a perda de peso não se deve a isso.
Então, eu acho que o resultado foi muito bom!
E, no final das contas, a gente sempre aprende um pouco mais sobre o próprio corpo.
Essa experiência me fez parar para refletir sobre várias coisas.
E assim que forem feitos os ajustes necessários na alimentação, eu sigo minha jornada em busca dos meus objetivos. Afinal, ainda tenho peso pra perder! 😉
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